Um pingo, outro e outro.
O outono chega, e com ele o tempo que não é quente nem frio, que chove e não chove, que nem é peixe nem carne. A gabardine aparece... e com ela vêem-se coisas esquisitas. O tempo do exagero, do despropositado. Meninas de sandálias e kispos. Ou de botas e tops. Modas, dizem. Despropósitos, digo.
A gabardine torna-se no mais tolerável nesta altura. Vai bem com o guarda-chuva e com a t-shirt. É como o tempo: nem quente, nem fria. A gabardine condiz com os cabelos molhados e com o pisar das folhas, que se esmagam debaixo dos nossos pés (ou botas... ou sandálias, conforme os gostos!). Fica bem com o sorriso de Outono, de início de escola, de castanhas e de frio nos lábios.
Um pingo, outro e outro.
E a gabardine chega.
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