Já Pessoa escrevia...
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
O sol brilha... enche-me!
Uma inércia cresce,
Uma apatia controla-me!
Não quero ser isto,
Não quero estar aqui...
Gi
Um dia de sol, o primeiro dia de escola. Entre os olhares assustados, um sobressai. Uma cara conhecida, no meio de tantas outras. Uma cumplicidade que se percebe logo, e que nos junta numa amizade que se viria a tornar muito forte.
“Nós andámos juntas no infantário, não foi?”
“Foi” – responde ela. Passados os quatro anos da primária, voltávamos a estar juntas. A partir daí fomos crescendo juntas. A Lígia foi marcando a sua personalidade. Sempre reservada, mas sempre lá para as nossas conversas. Tímida, mas com opiniões formadas. Paciente e mais pronta a ouvir do que a falar.
Lembro-me de uma vez em que tirou negativa num teste de música. Ficou desolada, mas não desistiu, tanto que no teste seguinte teve 100%. Notava-se, já nessa altura, o seu carácter forte, a coragem de errar e aprender com os erros.
Os anos passam. De repente, crescemos. Tomamos decisões, umas boas, outras más. Não me surpreendeu quando me disse que tinha escolhido ser Educadora de Infância. Afinal, a Lígia sempre teve jeito para comunicar, para lidar com as pessoas, sobretudo com crianças. Talento de que me apercebi realmente no nosso 11º ano, quando recebemos um grupo de crianças de três anos na Escola Secundária. A simpatia da Lígia sobressaía. Quando alguma criança chorava, era a Lígia que magicamente a animava. Com uma simpatia calma, lá estava ela, naquele que parecia ser o seu mundo.
“Nós andámos juntas no infantário, não foi?”
“Foi” – responde ela. Passados os quatro anos da primária, voltávamos a estar juntas. A partir daí fomos crescendo juntas. A Lígia foi marcando a sua personalidade. Sempre reservada, mas sempre lá para as nossas conversas. Tímida, mas com opiniões formadas. Paciente e mais pronta a ouvir do que a falar.
Lembro-me de uma vez em que tirou negativa num teste de música. Ficou desolada, mas não desistiu, tanto que no teste seguinte teve 100%. Notava-se, já nessa altura, o seu carácter forte, a coragem de errar e aprender com os erros.
Os anos passam. De repente, crescemos. Tomamos decisões, umas boas, outras más. Não me surpreendeu quando me disse que tinha escolhido ser Educadora de Infância. Afinal, a Lígia sempre teve jeito para comunicar, para lidar com as pessoas, sobretudo com crianças. Talento de que me apercebi realmente no nosso 11º ano, quando recebemos um grupo de crianças de três anos na Escola Secundária. A simpatia da Lígia sobressaía. Quando alguma criança chorava, era a Lígia que magicamente a animava. Com uma simpatia calma, lá estava ela, naquele que parecia ser o seu mundo.
No ar
Pelo ar percorro os silêncios que em mim existem.
Pelo ar toco as nuvens, toco o azul, encontro-me.
Encontro em ti um pouco de mim.
Encontro em mim um pouco de ti.
O azul é azul.
Pelo ar toco as nuvens, toco o azul, encontro-me.
Encontro em ti um pouco de mim.
Encontro em mim um pouco de ti.
O azul é azul.
Assinar:
Postagens (Atom)

